Debates e exposições marcam fórum “Afro Raízes Iguaba”

Evento marca o aniversário de 134 anos da abolição da escravatura no Brasil; data é considerada de reflexão e luta contra o racismo na sociedade

O fórum “Afro Raízes” trouxe debates sobre religiões de matriz africana para Iguaba Grande, na última sexta-feira (13), dia que marca o aniversário de 134 anos da abolição da escravatura no Brasil. Abrindo o evento, uma roda de conversa foi mediada por Roseli Caetano, representante da comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).

Os alunos do terceiro ano do ensino médio do curso normal da escola estadual Dr. Francisco de Paula Paranhos estiveram participando ativamente do debate e adquirindo conhecimento sobre as religiões e a cultura de matriz africana. Ainda aconteceu apresentações de dança cigana com as dançarinas Thais Paula e Márcia Almeida.

“O evento foi muito interessante, eu pude conhecer mais das outras religiões que eu só ouvia. Hoje conheci e fiquei muito interessada e surpresa em saber mais das outras religiões.” Explicou a estudante Karoline Tavares.

A secretária de Assistência, Trabalho e Renda, Claudia Souza, esteve presente e afirmou que melhor caminho é sempre a informação e o diálogo, principalmente para os estudantes, pois são o futuro da nação. “É muito importante trazer este tipo de debate para a cidade, é através do conhecimento que combatemos o racismo e a intolerância religiosa, ensinando aos nossos jovens sobre cultura e respeito. Em diversos momentos foi enfatizada a importância de um governo que valorize e incentive debates como esse.” Pontuou Claudia.

A programação continuou na Casa da Cultura houve a mostra do livro “Registro de compra e venda de escravos São Pedro e Iguaba Grande” sob a curadoria de Geraldo Ferreira, autor do livro ‘São Pedro 400 anos’. Também aconteceu a exposição de peças do período escravocrata de São Pedro e Iguaba Grande, de custódia do historiador e presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Ambiental de Iguaba Grande, Elias Marinho.

“A nossa história deve ser contada e os registros que temos fazem toda a diferença. Hoje podemos observar o debate com alunos, livros que registram o que aconteceu aqui onde moramos hoje e também pudemos ver as peças que fizeram parte daquele momento. Esses registros fazem parte do que somos e não podem ser apagados.” Disse o historiador e presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Ambiental de Iguaba Grande, Elias Marinho.

O diretor do documentário “Sobara para Sempre — Uma história de resistência”, Marcos Serpa, falou da importância do resgate histórico da Região dos Lagos. “Esse documentário, para mim, será sempre muito especial, pois além do tema fascinante, foi o primeiro que dirigi do gênero. Muita gente ainda não conhece a comunidade quilombola da Sobara, um local dentro de Araruama e pouco desbravado e merece ter sua história contada. Fiquei muito feliz pelo convite para participar do evento, e em especial, agradeço e parabenizo a gestão por incentivar o resgate a cultura.” Disse Marcos.

O fórum “Afro Raízes Iguaba” é uma realização das secretarias de Assistência Social, Trabalho e Renda; Turismo, Esporte e Lazer, e Cultura.

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